O mercado de veículos seminovos, com até três anos de uso, continua em alta no comparativo com 2015. Foram comercializadas de janeiro a setembro 3,6 milhões de unidades, resultado 23,2% superior ao registrado no mesmo período de 2015, quando os emplacamentos totalizaram 2,93 milhões.
As vendas de seminovos em setembro atingiram 428 mil unidades, registrando recuo de 9,7% comm relação a agosto, quando somaram 474,3 mil veículos, mas crescimento de 17,5% no comparativo com as 364,7 mil de idêntico mês de 2015.
O balanço foi divulgado pela Fenauto, Federação Nacional das Associações de Revendedores de Veículos Automotivos, na quinta-feira, 6, abrangendo veículos leves e pesados, além de motos. Os automóveis e comerciais leves respondem por cerca de 75% dos vendas totais de usados, enquanto as motos têm fatia de 20% e os demais veículos 5%.
Considerando o mercado como um todo, seminovos e mais os chamados velhinhos, as vendas de usados contabilizaram 9,8 milhões de unidades nos primeiros nove meses deste ano, com pequena queda de 1,9% em relação às 9,98 milhões negociadas no mesmo período de 2015. Automóveis e comerciais leves atingiram venda de 7,3 milhões de unidades usadas no ano, enquanto veículos pesados emplacaram 253,4 mil unidades e motocicletas pouco mais de 2 milhões.
No comparativo de setembro com agosto, o mercado de usados recuou 10,1% – 1,13 milhão de unidades no mês passado ante total de 1,26 milhão em agosto. Se considerada a média por dia útil, no entanto, a retração foi de apenas 1,5% – 54 mil unidades em setembro contra 54,9 mil em agosto –, o que sinaliza uma estabilidade do mercado, segundo o presidente da Fenauto, Ilídio dos Santos.
“Apesar dessa variação negativa de um mês contra o outro, o acumulado deste ano já se aproxima do total comercializado no ano passado e, com isso, nossa expectativa para 2016 é a de atingir resultado bem próximo ao de 2015”, complementa Santos.
Segundo Antonio Megale, o presidente da Anfavea, a soma de veículos novos com seminovos, aqueles com até três anos de uso, já indica resultado positivo no acumulado deste ano: “Até agosto o comparativo com o ano passado era negativo. Mas considerando a venda de 0 Km e seminovos nos primeiros nove meses vemos agora um crescimento de 1,7%, o que mostra que o desejo do brasileiro de adquirir um veículo se mantém”.
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